sábado, 29 de novembro de 2014

A MUDANÇA – (História Ilustrativa da vida Real)


Quando do fim do governo Lula escrevi um texto intitulado “Fim da Era Lula”. Acreditava piamente que haveria uma mudança na condução da política. Engano redondo.

Hoje, sem o mesmo otimismo, constato que o novo velho governo deverá persistir nos próximos quatro anos, salvo algum acontecimento que mude o rumo da história.  A fala do ministro Gilberto Carvalho sobre a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda não deixa dúvidas. Diz ele: “quem governa é a presidenta, não é o ministro. O ministro não tem autonomia para fazer uma política própria. Ele faz uma política dirigida pela presidenta, discutida com a presidenta e resolvida pela presidenta.”(sic).

Mudanças... – ‘quem não muda não progride’ – diz velho adágio.
Mudanças são necessárias, mas as verdadeiras são raras e muitas vezes ocorrem de maneira traumática.
Mudanças... – nem sempre dependem da nossa vontade.

O assunto me remeteu a uma história da vida real que ouvi muitas vezes desde a infância. Creio que ilustra bem o momento atual.

A MUDANÇA (História da vida Real)

O administrador de uma fazenda de café, lá do interior, tinha tudo o que podia querer como funcionário bem sucedido na condução do negócio para o patrão que morava na capital. Havia um porém. À noite, ruídos e perturbações na casa impediam à família descansar e, até os pequenos animais domésticos sofriam com os ‘intrusos’ noturnos.
 - Seriam ratos? Morcegos? Corujas? - As buscas sempre acabavam em nada, com mais uma noite mal dormida e a casa toda desarrumada. Resolveram ignorar o assunto, e nada. A bagunça continuava e ao amanhecer tudo estava sujo e fora do lugar, principalmente na cozinha.
Cansados, resolveram mudar. Acertadas as contas, e, com um novo emprego em fazenda vizinha, prepararam a mudança. No dia combinado as carroças chegaram para buscar os pertences do administrador.
 Enquanto a mulher ficou dentro da casa encaminhando o que deveria ser levado, ele e os ajudantes iam acomodando os móveis, os baús, os caixotes, as ferramentas e sacos com mantimentos nas carroças, amarrando tudo de forma segura.
Quando o administrador entendeu que tudo já havia sido carregado e que já era hora de partir, foi até a porta da casa e perguntou à mulher:
- Podemos ir?
Para sua surpresa, ouviu uma voz vinda do alto de uma das carroças dizer:
- Sim. Podemos ir. Estamos todos aqui!
Desanimado, mandou descarregar a mudança e desistiu de ir para outro lugar. Os intrusos estavam mudando junto! O jeito era enfrentá-los ali mesmo.


Concluindo: - O folclore contém muitos relatos considerados produto de imaginação ou da fantasia; de minha parte, não brinco com coisa séria. Muito menos quando governantes e seus aliados falam que vão fazer o diabo... Para entender, basta ler São Paulo em mensagem aos Efésios sobre a “Armadura de Deus” (10, 11, 12...20)